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29 de dezembro de 2012

história do rock - O Painel da Discórdia - by carlos piske

Mais ou menos em 1975, eu criei a "TARKUS - Discos e Promoções." A loja de discos ficava na Getúlio Vargas, onde hoje tem uma relojoaria, próximo ao HSBC. O intuito era facilitar a vida dos rockeiros e fazer a loja mais direcionada para esse tipo de público, uma vez que para se manter atualizados, tinhamos que ir à Curitiba, ou, no mínimo, para Joinville garimpar nossos vinis. Mas esta história gira mais em torno das promoções, ou seja, discotecagem em casas particulares e clubes. Para dar publicidade de nossos "shows", mandamos fazer um out-door gigante que foi instalado onde hoje é o show room do Emmendoerfer na Marechal Deodoro. No painel foi feita uma reprodução da capa do vinil do Rainbow, "Rising", de 1976, toda pintada à mão. Num cantinho do out door, colocavamos onde  íamos discotecar. Acontece que na frente do Emmendoerfer, fica a igreja católica e o padre Elemar Scheid, embora fosse cabeça aberta, boa praça coisa e tal, achou que aquela gravura era "demoníaca" e não deu outra. Um belo dia, sem nenhum aviso, a prefeitura arrancou fora nosso painel. Acredite se quizer. Esta é a "gravura demoníaca" E Pra quem não conhece a banda que contava, entre outros, com o fundador do Deep Purple, Ritchie Blackmore, aí vai uma palinha.

24 de novembro de 2012

Fim do mundo? by carlos piske

Me permito fazer algumas considerações sobre esta questão do fim do mundo, ou fim de uma era, prevista pelos Maias. Em primeiro lugar, quero esclarecer que sou ateu e sou racional e só acredito no que é verificável, acredito em fatos e contra fatos não há argumentos. Há muito tempo que abandonei o "politicamente correto" de dizer "respeito tua opinião". Perante fatos, perante o que é aceito pela ciência por ser verificável, não existe isso. Ou você está certo ou tá errado e se sabe que está errado e persiste com sua "opinião" você é um ignorante, pois ignorar é uma característica do ignorante. Segundo lugar, os Maias não conseguiram sequer prever o seu fim, porque acreditar que podiam prever o nosso fim??? Ah . . . mas eles previram vários eclipses!!!. Oras, os eclipses são cíclicos e se voce observa a ocorrência por duas vezes, você pode prever a terceira vez e as subsequentes. Não há mágica nenhuma nisso. Alguém há muitos anos atrás registrou a aparição de um cometa. Anotou a data e suas características. Setenta e seis anos depois, foi visto novamente e identificado. Recebeu o nome de Halley e hoje sabemos que ele comparece no espaço a cada 76 anos aproximadamente e também não há mágica nehuma nisso. Digo isso porque o fim do mundo pode se dar por pelo menos tres maneiras aceitáveis possível. Uma seria a poluição, destruir nosso ecossistema, a camada de ozônio, o aquecimento global. Esta não seria uma das razões dos maias, pois eles nem sequer conheciam o petróleo quanto mais a poluição. Podem chizar esta opção. Segunda. Uma guerra nuclear. Menos possível ainda pois os Maias nem a polvóra conheciam quanto mais a energia nuclear. Terceira. O choque de um corpo celeste contra nosso planeta. Já vimos acima que são necessarias pelo menos duas observações de uma passagem de um corpo celeste para determinar qual é o seu ciclo, de quantos em quantos anos isso acontece. Isto posto, vamos adiante. Os Maias surgiram. no ano 500 a.c e desapareceram no ano 600 d.c, portanto só existiu a civilização Maia por um lapso de 1100 anos. Podemos concluir, portanto, com base nos fatos aqui apresentados, que qualquer que seja o corpo celeste que venha nos destruir, os Maias só puderam observar a sua passagem duas vezes se essas passagens estiverem compreendidas dentro dos 1100 anos da existência deles, concorda? Bem . . . se eles desapareceram no ano 600 depois de cristo, de lá até o ano de 2012 em que estamos, passaram-se 1412 anos, mas se eles só existiram por 1100 anos, como prever algo que só aconteceria em 1412 anos??? Think about .

PSYCOZENDA,um sonho frustrado - by carlos piske

O Psycozenda foi uma tentativa de se fazer um puta  festival de rock num lugar muito massa, uma fazenda perto da Tifa Jararaca. Muita mata, lagoa para um banho na natureza. Foram chamadas bandas boas, tinhamos uma boa infra, foi investido muito dinheiro, mas infelizmente os rockeiros não compareceram. Seriam tres dias do mais puro rock, mas já no segundo dia deu pra perceber que seria um fracasso. Na manhã de domingo, tinha uma 5 pessoas só. Mesmo assim, a última banda honrou o seu compromisso e tocou até o final. Foi um prejuízo muito grande. Eu e Antoniela até que não pois assumimos a parte gastronômica do festival e deu pra levantar um troco. O sonho de viver na fazenda também se foi junto com os últimos acordes. Mas a Jack e o Charles (acho que é esse o nome) foram corajosos. Mereciam terem sido felizes. Essas imagens são do day after.

9 de novembro de 2012

transporte coletivo - por carlos piske

Qualquer ação do executivo na área da mobilidade urbana, vai ter que passar fatalmente pelo transporte coletivo. Acho quase que impossível convencer a classe média e as classes acima, a usarem o transporte coletivo à disposição em Jaraguá. Ninguém em sã consciência, vai largar o conforto de seus carros para encarar os onibussáurios da Canarinho. São veículos sem atrativos nenhum. Não há bancos confortáveis, ar condicionado e praticidades. Sem contar o péssimo comportamento dos usuários. É comum ao embarcar nos ônibus e não conseguir sequer passar pela catraca pois as pessoas se amontoam nesse espaço antes da porta de desembarque enquanto os fundos dos veículos permancem completamente vázios, e os que se sentem confortáveis nos vãos das portas e obstruem os que que querem desembarcar. Não há respeito pelos mais idosos, senhoras. Alunos adolescentes extravasam toda sua incivilidade ficando aos berros, pisoteando as pessoas, dando cotoveladas e disputando músicas em seus malditos celulares. É a visão do inferno. Sem contar a sujeira e as janelas sempre fechadas tornando o ar pestilento e insalubre. Duvido muito que consigam mudar este quadro.

8 de novembro de 2012

coisas que meu cérebro não consegue entender IV - políticamente correto by carlos piske

Dias desses assistindo lutas do UFC ou MMA (ou seria BMW)? Sei lá. Não sei qual era, mas isso são apenas rótulos.  Mas o funny era o seguinte. Um dos lutadores era negro e o outro era branco. O problema é que os dois estavam de calções pretos!!!! Praticamente iguais. Mas o cara que ia narrar a luta, tinha que identificar para os "bem amigos da rede globo" quem era o Pedro e quem era o Paulo. Voces precisavam ver o malabarismo do narrador para não pronunciar a palavra "negro". Finalmente seus olhos desesperados conseguiram ver um detalhezinho vermelho na bainha do calção deste lutador para finalmente poder dizer: "esse é o Pedro, o que tem aquela marquinha vermelha no calção"??? Patz !!! Era só dizer que o lutador negro é o Pedro e pronto!!! Por exclusão, o branco era o Paulo. Quiz ser politicamente correto e acabou sendo putamente racista. Gente . . . não podemos enganar o que nossos olhos veem. Não é racismo dizer que o negro é negro. Racismo é ser pejorativo, discriminar. O politicamente correto de uma maneira geral, tenta compensar erros cometidos ao longo dos dois milhões de anos de existência da raça humana, principalmente nos últimos 70 mil anos desde que se iniciou a longa jornada dos humanos desde a Africa até o extremo sul da América do Sul, e mais precisamente quando abandonamos o Matricentrismo e adotamos o patriarcado e o golpe de misericórdia veio com as religiões monoteístas. Mas isso é outra história e fica pra outra hora.

27 de outubro de 2012

O dragão - carlos piske

Exatamente 02h30 da madrugada, começo a ser chamado lentamente do meu sono. A primeira impressão que tenho é que o ventilador tá começando a dar pane. A medida que o ruído vai aumentando, eu vou voltando cada vez mais do sonho para a realidade.
 Abro os olhos, aguço os ouvidos, e o som vai lentamente aumentando. "Não pode ser o ventilador, é muito barulho",penso." Será que os Maias erraram a data? É uma invasão extra terrestre"?. Pulo da cama e abro a cortina. Tem uma palmeira gigante no meu jardim, mas consigo ver algo se movimentando e cuspindo fogo pelo rabo. "É dragão!!!" Pego a máquina fotográfica, mudo para filmagem (esqueci de abrir a janela) e filmo, só uma parte porque o monstro já tinha quase passado. KCT meu!!! Era uma máquina que se desloca próximo do meio fio, despejando fogo pra matar o mato que cresce na rua. Vai dormir depois disso. PQP. logo depois vem o caminhão do lixo com todo aquele "respeito" que tem pelo sono dos habitantes do planeta. Mas isso, já é outra história.

24 de outubro de 2012

Coisas que minha cabeça não aceita - Carlos Piske


Essa criança deveria estar brincando e não fugindo da morte. Não lamento o fim da União Soviética, mas quando ainda existia, havia um freio nas ações nefastas do imperialismo norte-americano. Povos africanos eram apoiados, ora por uma, ora por outra das duas grandes potências. Recebiam dinheiro, alimentos, medicamentos, tudo para que cerrassem fileiras ao seu lado, ou do capitalismo ou do comunismo. Mas bastou a queda da URSS para que os americanos virassem as costas à esses povos abandonando-os à sua própria sorte, Se ao invés de paternalismo, tivessem investido em infraestrutura, educação, hj esses países poderiam ter uma vida melhor para oferecer ao seu povo. Lamentável. E a ONU que não passa do quintal dos EUA, Grã Bretanha e Israel, nada faz, mas é pródiga quando se trata de defender os interesses destes. Porque a ONU não determina um bloqueio à essas nações como fizeram com CUBA por mais de 50 anos, ou o IrAQUE por 12 anos e que custou a vida de mais de 500 mil crianças com menos de 5 anos, que morreram por falta de alimento, sanitarism'o e medicamentos. Ah . . . mas a ONU não pode com eles . . . Então, acabem com a ONU porra!!!!!  "Cada vida que se perde é também um sonho interrompido". Como saber o que seria na vida essa criança se tivesse sobrevivido? Foi para isso que ela nasceu? Para se rastejar, fraca, desnutrida tentando fugir do abutre que irá se alimentar de seu corpo faminto? E onde está esse deus de vocês??? O que o está preocupando tanto a ponto de não se sensibilizar com o sofrimento desse inocente???  Talvez esteja preocupado com as finanças de suas empresas, acompanhando onde os dízimos que compram um lugar ao seu lado estão sendo investidos. Sim. . . porque deus precisa de muito dinheiro, ele adora dinheiro. "Tue es petrus e super hanc petram aedificabo ecclesiam meam et tibi dabo claves regni caelorum" e foi aSSim que inauguraram a primeira igreja. Hoje existem muitas, universal, deus é amor, quadrangular, católica etc etc, mas o objeticvo é o mesmo:"dinheiro". Se assim não fosse, só existiria uma, sem fins lucrativos. Mas todo mundo quer tirar uma casquinha aí é só mudar o nome, mudar umas sílabas da biblia e VOILÁ!!!! fez se o milagre da multiplicação do dinheiro. Porque as igrejas que tem tanto não podem investir para resgatar essas nações dessa  miséria sem fim? Nunca soube de donos de igreja passando fome, voce já? Se eles sabem que vão comer, sabem o que vão comer e quando vão comer, o máximo que eles sentem é apetite, porque a fome, a fome é o apetite sem esperança.

3 de outubro de 2012

Melancolia - por Carlos Piske

Meio melancólico hoje. Passei por lugares de minha infância e adolescência. Saudades de amigos que não vejo mais, de amigos que já se foram pra sempre,de nossa alegria inocente sem maldade, de quando competiamos por coisas como o melhor jogador de futebol, nadador, pescador, enfim, coisas que terminavam em abraços e alegria. Andar à cavalo ou de carroça. Roubavamos cana, milho, laranjas, tangerina s, mas sem dar prejuizo, sem aquela maldade de roubar pra fuder com alguém. É que sobrava e os donos nem se preocupavam, era só por diversão da infância. Saudades de nadar no rio despoluído, de nossas festas de falar sobre sonhos, nem todos realizados. Nossos amores, da azaração, quem fica com quem, das festinhas embaladas por rock, das namoradinhas. Mas a gente cresce e inexoravelmente somos engolidos pela máquina e passamos a competir por outras coisas que não nos deixa tempo de sermos realmente, naturalmente felizes. A felicidade é meio artificial e a competição é antropofágica, deletéria. O amor vira compromisso e nem sempre dá certo. A gente já não sobe mais em àrvores pra colher laranja, a gente compra no mercado, a proximidade se distancia e a melhor parte de nossas vidas é plástica, pasteurizada, nos desumanizamos em certos aspectos mas daí quando começa a surgir o crepúsculo da existência, só temos saudades das alegrias interrompidas. Mas, não é só tristezas. Tenho meus filhos, minha neta, irmãos, a amizade e o carinho de nossas ex companheiras de jornada e os amigos de hoje. Mas a vontade de rever os amigos que fomos deixando nas opções que fizemos na vida se torna grande e daí a gente pensa:" Será que valeu a pena termos deixado nos engolir por essa máquina fria onde somos meras engrenagens? Não teria sido melhor sim plesmente ter ignorado e continuado a ser feliz daquela maneira verdadeira"? Nós temos que repensar o conceito de felicidade.

21 de setembro de 2012

Coisas que meu cérebro não aceita III - por Carlos Piske


É difícil entender como é que ainda existem pessoas que acreditam literalmente na Arca de Noé. Lembro que na década de 60, tínhamos aulas de religião e a aceitação da bíblia era literal. Acreditavam piamente na criação do mundo e que Adão foi feito do barro e Eva de sua costela. Com o desenvolvimento das ciências e a instantaneidade e massificação da informação, vários conceitos tiveram que ser mudados por serem absurdos e o conhecimento humano atual rejeita veementemente essas crendices infundadas. É o caso da arca de Noé. As grandes navegações só iniciaram no século XV e, portanto, Noé não detinha tecnologia para construir uma nau desta envergadura. Como somente ele e sua família, entraram na arca, presume-se que só eles participaram da construção. Agora pensa: mesmo que ele tenha conseguido construir, como é que a arca poderia acomodar um casal de cada uma das 8,7 milhões de espécies existentes segundo estudos recentes. Destes 8,7 milhões, somente 1,2 foram formalmente descritas e levariam mais de 1000 anos, com toda a tecnologia disponível, para catalogar o restante. Só pra catalogar, imagina para ir capturar um casal de cada? E alimentação pra tudo isso? E acomodações? Se só tinha um casal de cada, leões, tigres, panteras e outros predadores se alimentavam do que? Como é que Noé foi até a Oceania buscar cangurus, dragões da Tasmânia, onça pintada, mico leão dourado, anta, capivara e outros aqui no Brasil? Lhamas no Chile, Alces na América do Norte? Se a intenção de deus era punir a “carne humana que estava corrompida” e só Adão era bom, pra que matar os animais? Que maldade intencional há no comportamento dos animais? E depois de 40 dias e 40 noites de inundação, como é que homens e animais, a partir de um único casal, repovoaram o planeta passando por cima da instransponível barreira da degeneração das espécies pelo Inter acasalamento? Olha já se foi o tempo de se esconder covardemente atrás da afirmação “de que esta é minha opinião e quero que respeitem”. Isso é covardia. Temos que discutir sim, mostrar a realidade nua e crua pelo bem do desenvolvimento do conhecimento humano.

20 de setembro de 2012

Como eu "quase fui pra guerra" - carlos piske

 Em 1971 servi o exército e próximo do final do ano, em novembro, fomos chamados inesperadamente para participarmos de uma manobra de guerra não prevista para aquele ano. Cerca de 10.000 soldados, tanques, aviões foram mobilizados às pressas no terceiro exército da região sul. Após o fim da manobra que foi em CAmpo Erê (SC) à menos de 100 km da Argentina, voltamos para Joinville. Mas, já no dia seguinte, retornamos para Curitiba e ficamos no quartel do NPOR de prontidão, sem poder sair, por mais de um mes sem sabermos a razão, com os caminhões abarrotados de equipamento de guerra, armamentos e munição. Só ouvíamos boatos. Em 30 de dezembro, retornamos pra Joinville e só então demos baixa. Sómente anos depois fiquei sabendo pelo livro do Coronel Dickson Grael "Terrorismo, Aventura e Corrupção" que o Brasil pretendia invadir o Uruguai caso os Tupamaros, que compunham uma frente democrática, vencessem as eleições(os tupamaros, que vem de Tupac Amaru,era um grupo de guerrilheiros que lutavam contra a ditadura de direita no Uruguai e haviam abandonado as armas e tentavam tomar o poder pela eleição, o que não agradava aos americanos e ao exército brasileiro). O exército jamais admitiu isso. Só que eu eu estava lá e os boatos falavam em Uruguai, Tupamaros, fronteira do Rio Grande com o Uruguai. Foi assim que eu "quase fui pra guerra"http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R05410.pdf. Confira aí

24 de agosto de 2012

23 de agosto de 2012

COISAS QUE MEU CÉREBRO NÃO ACEITA II - por Carlos Piske


Em uma rede de supermercados daqui, se você tiver 5 contas para pagar, vai ter que pagar primeiro uma, ir para o final da fila, pagar outra, voltar para o final da fila e assim sucessivamente até a quinta conta! Qual a alegação deles? Simples, como a mente deles. Disseram que pessoas que só tinham uma conta para pagar, reclamavam de outras que tinham mais de uma. POHA! Não é pior ir cinco vezes para o final da fila, todas as vezes atrás de duas, quatro ou seis pessoas que também vão pagar contas? Talvez fizeram um curso em Papua Nova Guiné com estes orientadores, sobre logística de supermercados:



COISAS QUE MEU CÉREBRO NÃO ACEITA I - por Carlos Piske


Caixa eletrônico da Caixa Econômica. 


Você insere o cartão e aparece uma mensagem que diz que o seu cartão tem chip, retire o seu cartão. Daí o sujeito tira o cartão e vem outra mensagem. "Insira o seu cartão e só retire quando for solicitado." À essa altura esse "insira" já fica meio "ENFIA". Daí é pedida a senha numérica e te pergunta o que voce quer fazer. "Saldo" voce responde. Então a máquina pede a senha alfabética. É aquela chinesa "Wa Si Fu". Só que as letras ficam mudando de lugar!!!!! Não adianta vc visualizar onde está a seguinte, porque ela vai mudar de lugar! Gente, Pra que enfiar o cartão tantas vezes! Pra que as letrinhas ficarem brincando de esconde esconde? Se alguém te roubou o cartão, sabe enfiar na maquinhinha, sabe tua senha numérica, O QUE QUE ADIANTA AS LETRINHAS FICAREM PULANDO DE UM LUGAR PARA O OUTRO???? #@+/(*;&#@*. Ele vai roubar o teu dinheiro de qualquer maneira!


10 de agosto de 2012

casa do czerniewicz

Essa casa aí fica próxima do Doering. Morei um tempão alí. Hoje seria vizinho do Paulico. Mas o mais massa, é que meu quarto ficava separado da casa, é nesta parte branca. Embaixo era a garagem e em cima meu quarto. Patz. Alí nós passavamos dias sem contato com  o mundo. Toda vez que tinha Doering, sempre tinha um bêbado ou dois que bodiava alí. Era um verdadeiro muquifo. Mas era muito bom. Primeiro moramos na frente do salão. Daí era uma teta né. Íamos beber em casa que era mais barato e daí partia pra caçada, rárárárárá. Mó muvuca. Hoje quem mora alí é Tureka, uma pessoa muito simpática, sabe daquelas mamãezonas? Tipo a Keka?´Ela é bem assim.

8 de agosto de 2012

SALÃO DOERING Palco de grandes shows

doering
Pra quem não conhece, este é o salão Doering que foi palco de muitas apresentações de bandas de Rock aqui da city. Hoje, por coincidência, encontrei o Beto Donath, hj advogado de renome, mas na época aurea do salão, era baterista da Banda "Os Notáveis", que sucedeu aos Beatniks. Faziam ainda parte da banda,Marcos Silva, Claudanha, Clecio Bastos, Paulo Lehmann. Um dos momentos altos da apresentação, era quando o Clécio cantava a música "O Chorão", era hilário pois o cara insistia em cantar essa música e acho que era a única que cantava. A banda teve lance de puro pioneirismo, quando tocaram durante uma missa na igreja evangélica, coisa revolucionária na época. Muita gente de nariz torcido, mas o pastor, um alemão, havia topado a parada. Vai contrariar um pastor. Na época era autoridade.

6 de agosto de 2012

Colunista do Cabana Cult é candidato à Vereador

Só para constar, apresentei em data de hoje, quinze sugestões para o plano de governo da coligação nas àreas de Gestão, turismo,mobilidade urbana,orçamento,meio ambiente e cultura.

31 de julho de 2012

Fugindo um puco do foco, a capacidade de adaptação do ser humano à adversidade é admirável. Hoje tive que tirar os curativos da cirurgia, limpar os pontos e fazer um novo. Como é no abdomen, não dava pra olhar pra baixo e fazer. Tive que fazer de frente pro o espelho. Poha cara . . . Não nasci pra isso. Primeiro que arrancar esses esparadrapos pós cirurgia que eu tinha, dói, dói pra caraleo e nesse frio é igual a prender o dedo atrás da porta,  cair na calçada com as mãos nos bolsos e ralar a cara, kipariu!!! E não adianta olhar pra imagem e fazer de conta que é com ele . . . que tu não vais sentir nada. Não funciona . . . não funciona mesmo. Teve uma hora até que tive a impressão que a imagem sorria meio sarcástica enquanto eu me fudia . . . sei lá. Mas enfim . . . são quatro cortes com uns 9 pontos mais ou menos. O pior é que um é bem no umbigo,blgrbhergh #*:=/?+.:*. Meu . . . pensa! Quando eu era criança, achava que depois que davam o nó no umbigo, não, podia mais mexer nele! Tipo . . . se desamarrar, a pele toda ia se encolher e a gente ficava meio . . . assim do avesso, entende? E eu nunca metabolizei isso. Nunca mais pensei nisso e essa idéia ficou meio que mocada lá no cérebro e hoje ressucitou. Patz . . . ow sensação ruim enfiar o bagulho com algodão na ponta e limpar o corte. Ainda mais com essa pança, meu umbigo que era pra fora, hj parece um buraco negro. Foi foda. Não quero isso pra ninguém. abrx

23 de julho de 2012

                             A Primeira vez em Jaraguá do Sul
A primeira vez que estive aqui em Jaraguá, foi em 1959, aos 7 anos de idade. Morava em Curitiba e passei por aqui indo para Timbó, junto com meu pai que ia visitar seus pais e irmãos que não via desde que voltou da guerra em 1945. A viagem durava, na época, mais de 6 horas com o ônibus da Penha sacolejando pela estrada de chão, serra sinuosa, muitas paradas, buracos pra dedéu. Lembro que quando o busão entrou na ponte coberta Abdon Batista(hoje só tem o pilar central no meio do rio), fiquei pasmo porque nunca tinha visto um rio e pra mim, o Itapocu pareceu gigante. Passamos a Mal. Floriano e quando entramos na Getúlio Vargas, rumo à estação rodoviária, começou à buzinar anunciando a sua chegada, só parando no própio terminal. A vida meio que girava em torno da estação do trem e da parada dos ônibus. A Br 101 ainda não existia e todos os brasileiros que viajavam do Rio Grande do Sul para qualquer lugar acima de Santa Catarina, passavam por aqui, e vice versa. Então, as duas estações bombavam. Os que vinham do norte, vinham de trem de Curitiba e pegavam o ônibus aqui para o Rio Grande. Imagina só o burburinho,uma fauna  estranha de estranhos indo e vindo  e o povo daqui tava alí pra ver quem vai chorar, quem vai sorrir, quem vai ficar e quem vai partir e já é vem fumegando e apitando e avisando os que sabem do trem.Lembro dos troles ao lado da estação e construções de madeira, mais acima o estabelecimento dos Breithaupt e o Bar Catarinense. Fiquei impregnado daquilo tudo sem saber que um dia aqui seria a minha cidade. Fomos embora rumo à Timbo e no meio da viagem, meu pai ficou sabendo que seus pais e dois irmãos já haviam morrido. Tristeza, mais uma sequela da guerra. Fomos só até Blumenau e lá ficamos na casa de meus tios Ernesto e Imi Bach e meus primos Ernério e Ernilton. Na casa de dois pisos, as marcas da última enchente, fotos de barcos saindo pela janela do segundo piso. Todas essas imagens iriam voltar pra mi ha vida como num caleidoscópio 5 anos depois.

20 de julho de 2012

A História do Rock & Roll em Jaraguá - por Carlos Piske



Agora é pra valer. Semana  que vem vamos à luta.
Olha só por onde vamos começar, kkkk!



Foto

A vida como ela era - por Carlos Piske


Nada como começar pelo início:
                                            
Minha fase espermatozóide.

Como já se passaram quase 60 anos, as lembranças são meio vagas, e nessa fase eu só tinha 23 cromossomas  o cérebro ainda não tava pronto. Mas a vida no saco escotral do meu pai era, literalmente, um saco. Só sabia que iria acontecer uma grande maratona e eu tinha que ser o primeiro à chegar e que os outros iriam todos morrer. Quando lembro isso, penso: "onde está a justiça divina". Milhões de espermatozóides vão morrer para só eu nascer? Foi daí que virei um espermatozóide ateu, mas.dexa pra lá. Meu preparador físico, Sr. Tozói, que desistiu no meio da grande corrida e ficou por alí, era quem me ensinava como chegar lá. Dizem que  a razão pra ele ter abandonado a corrida é um trauma devido a ter perdido vários amigos numa punheta. Acharam que era a hora e acabaram morrendo afogados dentro de um vaso sanitário. Falou dos movimentos do saco quando o pai anda, corre, senta, deita e como ia ser quando chegasse a hora. Quando chegou o dia eu sabia que era a hora. Movimentos frenéticos, o saco sendo jogado pra fente e pra trás num ritmo alucinante. Corri para mimnha marca e de repente . . . pimba!!! Fomos lançados num lugar parecido com um túnel, percorremos um longo caminho no qual muitos se perderam. Eu já sabia das trompas de falópio e fui direto pra lá e mergulhei de cabeça pois alí era o caminho para o troféu. Muita briga, porrada até que cheguei. Furei a parada e entrei e rápido tapei o buraco. Aí aconteceram coisas,divisões e  subdivisões celulares. Cada célula especializada procurando seu quadrado. Isso durou uns 9 meses, até que fiz o caminho inverso e nasci. Lembro de um médico que tinha sido chamado de uma festa para fazer o parto (era sábado de noite e talvez porisso eu seja boemio), e, sem que eu tivesse feito alguma coisa pra ele, me deu um puta tapaço na bunda e eu literalmente coloquei a boca no mundo.Pensa o trauma que é voce chegar ao mundo levando tapas????Mais tarde fiquei sabendo que o tapa é bem melhor do que no Japão, pois lá eles enfiam o dedo no anus do recém nascido e por isso ele tem o olhos assim fechados. Era o dia 13 de setembro de 1952


por Carlos Piske.